A disciplina de Bases de Dados II enquadra-se actualmente no 8º semestre lectivo da Licenciatura em Engenharia Informática (LEI). Trata-se de uma disciplina opcional, que surge na sequência directa da disciplina obrigatória Bases de Dados I. Esta disciplina, assumindo que os alunos já obtiveram os conceitos fundamentais nesta importante área dos sistemas de informação, centra-se na consolidação e operacionalização dos conceitos de Bases de Dados I e no desenvolvimento de temas mais avançados. A disciplina é ainda utilizada para dotar os alunos com os conceitos e prática essenciais para conseguir formar profissionais extremamente habilitados na área da gestão dos sistemas de informação. Para tal, em complemento à noção de base de dados enquanto abstracção lógica, tenta-se dotar os alunos com conhecimento operacional do sistema de gestão de bases de dados. De seguida é focada a questão da distribuição da base de dados, essencial quando atendemos à necessidade de utilização de grandes sistemas para a gestão de volumes de informação crescentes. Por fim é efectuado o complemento à criação de interfaces para uma base de dados, efectuando-se a relação destes sistemas com os sistemas de informação Web. Para tal tem-se vindo a utilizar, com grande popularidade entre os alunos, a linguagem PhP.
Devido à grande importância desta área, a disciplina é extremamente bem
acolhida pelos alunos. Nos anos lectivos de 2002/2003, 2003/2004 e 2004/2005
esta disciplina contou com respectivamente 57, 80 e 107 alunos inscritos, tendo
o rácio de alunos aprovados para o número de
inscritos sido, respectivamente o seguinte: 81%, 70% e 65%. Apesar do número de
reprovações nesta disciplina ser extremamente baixo, há uma taxa de
desistências bastante elevada (que tem vindo a aumentar, com o aumento do
número de inscrições). Tal deve-se ao carácter opcional da disciplina e ao
facto desta já se enquadrar num dos últimos semestres da LEI. Assim, tem-se
verificado que muitas vezes os alunos preferem desistir da disciplina quando,
devido a solicitações externas ou internas, não dispõem do tempo ou
conhecimentos necessários para obterem aprovação com uma nota suficientemente
elevada.
Durante as últimas quatro edições, a avaliação da disciplina tem vindo a sofrer algumas alterações que resultam não só do aumento do número de alunos inscritos, mas também de uma crescente necessidade de adequação do tipo de avaliação a uma disciplina cuja natureza, devendo ser essencialmente prática, não pode descuidar a validação de conceitos teóricos que têm que ser adquiridos. Nesse sentido, desde 2002, têm sido utilizados testes de avaliação como elemento base para validação de conhecimentos de natureza mais teórica.
No ano de 2004/2005, e aproveitando o despacho n. 2327/04, da direcção da FCT, esta disciplina foi classificada como uma disciplina de avaliação contínua ou distribuída com uma componente de trabalho final. Este modo de avaliação resultou na realização de dois testes ao longo do período lectivo, sendo a avaliação complementada com uma componente de trabalho final, que substitui o exame final da disciplina. Esta forma de avaliação foi particularmente bem sucedida. De facto enquanto os dois testes validaram os conhecimentos de natureza teórica necessários para a disciplina, o trabalho final, desenvolvido ao longo do semestre e entregue até à data de exame da disciplina, veio dotar os alunos com os conhecimentos práticos indispensáveis para uma disciplina deste tipo.
A disponibilização do equivalente a 4 ECTSs para a realização do trabalho final - dos quais 15 horas são directamente acompanhadas pelo docente, quer durante as aulas práticas quer em horário de dúvidas extra-aulas - veio possibilitar a proposta de trabalhos mais ambiciosos. Dando como exemplo a edição de 2004/2005, foi apresentada a cada uma das turmas práticas um modelo entidade relação directamente derivado de trabalho de investigação que estava a ser desenvolvido pelo autor. As várias turmas práticas foram divididas em grupos de trabalho, tendo cada uma centrado o seu trabalho sobre parte do esquema proposto.
Houve duas fases distintas de entrega do trabalho (base de dados e
interface), cada uma das quais sujeita a avaliação por parte do docente. Desta
forma foi possível a obtenção de trabalhos de elevada qualidade, que focavam os
aspectos considerados centrais à disciplina. Este trabalho serviu igualmente
para motivar os alunos relativamente ao trabalho de investigação que está a ser
realizado no CENTRIA. Aliás, foi neste quadro, que teve início o projecto de
fim de curso da aluna Rita Maceira, que sobre
orientação do autor, está praticamente concluído e que serviu de base à
apresentação [MM2005].
Refira-se também a realização de trabalhos práticos com uma de natureza mais exploratória. Este trabalho, apresentado na edição de 2002/2003, substituiu um dos testes de avaliação da disciplina. Assim, foram propostos vários temas de trabalho e respectivos elementos bibliográficos base para análise em áreas afins a Bases de Dados II. O trabalho foi apresentado pelos alunos segundo um modelo de mini-workshop (extra-aulas), onde cada grupo de trabalho apresentava o seu estudo aos restantes colegas da turma.
Para maior continuidade nos temas focados nesta disciplina, foram
mantidos (sempre que possível), os materiais lectivos utilizados pelo anterior
regente da disciplina, Professor Joaquim Nunes Aparicio.
Estes materiais estavam já muito bem estruturados, pelo que a sua adopção foi
simples e libertou mais tempo para a sua actualização e a introdução gradual de
novos conteúdos. De igual forma a experiência do autor na docência das aulas
práticas de Bases de Dados I tem vindo a facilitar a articulação entre
ambas as disciplinas. Assim, estão neste momento disponíveis os seguintes
materiais para aprendizagem:
terça-feira, 30 de Maio de 2006